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Dia 09 de Novembro
foi dia de pescaria com o amigo Luís a acompanhar o pessoal aqui da brisadomar.
Já em vista irmos pescar neste dia, só faltava o melhor, saber se o Sr. Jaime,
Loja do Jaime, em Viana do Castelo teria isco, pois tinha tido uma grande
procura antes do fim de semana. Assim o Mário liga-me pelas 13h a dizer, olha
temos isco, só posso sair depois das 18h, nisto ligo ao Fernando a confirmar
que tínhamos isco. Entretanto o Mário fala com o Miguel que também já contava
de ir e avisa-me, o Miguel também vai, penso eu bela equipa se vai juntar.
Preparativos feitos, mochilas postas na maquina do inferno e liga-me o Mário as 18:45, então convidas-te o
nosso amigo Luís mas ele não contava que fossemos tão cedo, olha liga para ele,
eu ligo e confirma-se mais um pescador que ia pela primeira vez connosco. Ligar
ao Fernando a avisar que íamos atrasar um pouco. Enquanto eu o Luís e o Mário encontramos, tomamos café e
siga em direcção a casa do Fernando, depois de carregado o material do mesmo
na maquina do inferno o Fernando já perguntava se chegaríamos a algum lado
eheh. E ai vamos nós em direcção a Viana para ir buscar o isco e de seguida em
direcção a praia de Moledo. Chegamos a Moledo e o Miguel responde a mensagem do
Mário, cheguei agora, reunimos e começa a paródia, mas mesmo assim inquietados
pois estavam quatro pescadores a sul do pesqueiro e mais quatro a norte do
pesqueiro, diz o Miguel bem 16 canas já estão a pescar teremos espaço para nós,
decide ir espreitar e diz só temos uma hipótese é sair para norte pois isto
está tudo cheio, aparentemente, até a saída do camarido, caminhamos um pouco e
chegamos ao areal olhamos em volta falamos entre todos e bem vai ter de ser
aqui, era o único local onde tínhamos espaço, pois tínhamos oito canas para
pescar, mas como estamos habituados a pescar juntos e o mar não corria com as
chumbeiras podíamos estar próximos um dos outros. Fernando tinha ficado a sul e
eu mais a norte, tendo ficado o Mário e o Miguel no nosso meio. Ao final das
minhas duas canas estarem a pescar, decidimos o local para montar a tenda e voilá
tudo pronto para mais uma noite de pesca. Primeira hora ninguém parou, muito
peixe miúdo encostado ao pesqueiro, fanecas a darem cabo dos iscos e a virem
também, recolho a primeira, uma faneca, removo o anzol com cuidado olho para
ela em cima da palma da minha mão e penso, és tão pequena, 19cm, vou devolver e
assim o fiz. Nisto o Fernando, Miguel e o Mário não paravam, já estava eu a “jantar”
com a companhia do amigo Luís e eles não paravam o cardume de fanecas estava
encostado e cinco em cinco minutos vinham os anzóis carregados de fanecas,
tendo o Mário feito uma tripla de fanecas, espetáculo. Não esquecer que
estávamos a fazer a subida da maré, sendo a preia-mar as duas da manhã. Já cansados decidem vir ás tendas, a noite
estava animada, e iam ser as fanecas a companhia da noite. No período das vinte
e duas até a meia noite foi um constante movimento, com as fanecas a darem que
fazer, depois abrandou um pouco com a vinda do nevoeiro, que serrou quase por
completo. Com o peixe a não entrar tanto no pesqueiro deu para reunirmos
debaixo das nossas tendas, de volta e meia verificar iscos e sai o melhor
peixe da noite, recolhido pelo Miguel, um bom sargo. Posteriormente e já feita
a preia-mar e a reponta o peixe deixou de ter tanta activadade no pesqueiro,
assim retiramos por volta das quatro da madrugada. Entre todos passamos as
cinquenta fanecas, uns sete sargos e
mais uma noite de convívio entre bons amigos.
Abraço e boas
pescas